Li esse romance ano passado. Foi minha primeira leitura de uma obra do realismo fantástico e uma grande revelação, uma grande viagem, um mergulho. Os fatos se apresentam sempre de forma muito sensorial e pouco explicados, e o tempo parece brincar com os personagens, os lugares, as situações e com o leitor. Uma grande expedição pelo insólito tão útil para enxergar que o prosaico é vastíssimo e muitas vezes sombrio.
Na orelha da 13 ª edição do livro, Mário da Silva Brito diz "[...] Sombras de reis barbudos é uma opressiva história de terror e tensão logo fecundada por mais amplos e profundos objetivos. [...] O drama dos que perderam, a contragosto, a própria vontade e foram despersonalizados por aparatoso aparelho controlador dos seus mínimos gestos. [...]"
É realmente um romance que se move a partir do sufocamento crescente, do desespero pairante. Um pesadelo que priva a liberdade. Mas é fantástico, em sentidos diversos!
Edição atual do romance.
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